terça-feira, 14 de abril de 2015

Desgasto-me com esta busca incansável pela compreensão. Desgasto-me a mim própria devido a todo o desgaste que o mundo exerce sobre mim diariamente. Não sou mais do que aquilo que critico. Tento ser. Não quero ir no vento, não quero ser mais um peixe arrastado pela corrente. Não quero nem sei. Não sei arrastar nadas nem fingir tudos. Desconheço o quase, o talvez ou o mais ou menos e recuso-o com tudo o que tenho. Sou de contrastes, extremos e opostos. Talvez não seja mais que um ponto de fuga, talvez tudo converja para um ponto no infinito e talvez no infinito eu tenha algum cabimento. Tudo o que vejo ou penso parece deformado em relação à pluralidade mas talvez seja uma questão de perspectiva. Tudo, na verdade, me parece uma questão de perspectiva e das perspectivas nascem todas as opiniões e toda a presença. Ou talvez essa seja só a minha perspectiva.

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