Estou presa a textos que não consigo acabar. Frases que saem da minha cabeça e parecem não se conectar a nada. Sou um misto de nadas e absurdos interligados numa mente. Divago e perco-me tantas vezes quantas horas tem o dia. Navego por mares infindáveis de questões e procuro respostas que sejam o barquinho que me trará de volta. Sinto-me a mergulhar bem fundo dentro da minha mente para um espaço nunca antes visto como se toda a minha esperança fosse sugada para essa utopia. Alucino com o comum e confesso que tenho bad trips. O comum é algo que me levanta muitas dúvidas. Como pode alguém limitar-se ao saber limitado? Como pode alguém não querer aprender mais, saber mais, criar? Como pode alguém não ter vontade de questionar?
Quão morta está a mente de cada um? Como se chama viver ao estado de absoluto conformismo? Como vive um ser vivo dotado de inteligência e raciocínio sem o sequer tentar usar?
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