sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Há algo tão reconfortante no outro lado do vazio.
(Tirando as noites em que os meus pensamentos quase me cortam a respiração tenho andado bem, ou assim parece)
Há um lado do vazio que pode ser tudo. Onde (aparentemente) não há nada há, para os otimistas, a possibilidade de tudo. 
(Pergunto-me por qual face da moeda me guio mais e apercebo-me que nenhuma delas chega para alumiar os extremos e as saliências do que sinto)
Pergunto-me quantos lados tem o vazio. 
Noutra noite escura,
noutro vazio,
outra solidão
e mil e uma possibilidades de cura.
(Às vezes sinto que o vazio é apenas o conjunto de todas as coisas reprimidas, todos os parêntesis)

Sem comentários:

Enviar um comentário