sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Podia ter-te dito mas não disse.
(Sempre achei que iria ter todo o tempo do mundo e que ainda haveria para nós uma oportunidade reservada. Guardada, como um tesouro. Como eu própria te guardava. Guardava-te para mim como se o mundo não fosse cuidar suficientemente bem de ti, caso te gritasse a plenos pulmões. Recuando e pensando bem, não sei se te tentei proteger ou esconder. Não sei se tentei guardar-te ou apagar-te, fingir que nunca aconteceste. Oh, como eu desejei que nunca tivesses acontecido. Como eu desejei nunca ter feito aquela chamada, como eu estupidamente desejei nunca ter sido feliz só para não me sentir a queimar por dentro de tanto desejar o que não podia ter. Sempre pensei que não te podia ter. Agora, infelizmente, tenho a certeza. Já não te posso ter, já não podes saber, já não posso saber. Vais ser eternamente a maior dúvida da minha vida, o maior "e se?". 
És a maior relação amor-ódio que já senti.
Oh, como eu te podia ter dito.)
Quem me dera que pudesses ouvir agora aquilo que eu continuo a não dizer.

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